24 de setembro de 2012

The Devin Townsend Project - Epicloud (2012)

Após uma aparição gravando os vocais para o disco Sex & Religion de Steve Vai, o então desconhecido Devin Townsend decidiu que existia muita coisa errada na indústria fonográfica e resolveu fazer tudo com as próprias mãos e suor.
Iniciando seus trabalhos com a banda chamada Strapping Young Lad, conseguiu relativo sucesso no mundo do heavy metal underground, fazendo um som mais extremo, porém com melodias bem encaixadas, e já destacava o seu grande talento para produção e mixagem. Paralelamente, lançou alguns trabalhos sob o nome de The Devin Townsend Band, trabalhos estes mais voltados para o hard rock e metal progressivo, menos agressivos que o que se ouvia em Strapping Young Lad.
Após o nascimento de seu primeiro filho, Devin Townsend decidiu “aposentar” as duas bandas e se dedicar apenas a escrever e produzir discos solos. O primeiro fruto dessa nova fase seria o disco Ziltoid the Omniscient. Com um clima de paródia, misturando heavy metal com toques de ópera e cara de “musical da Broadway”, o disco conta a história de um alien chamado Ziltoid que ameaça destruir o planeta Terra se não lhe for entregue o melhor e mais perfeito copo de café preto.
Em seguida, num período de dois anos foram lançados quatro discos. Sob a alcunha de The Devin Townsend Project, Ki, Addicted, Descontruction e Ghost representam cada estilo de composição favorito do músico. Indo desde músicas lentas, sem guitarras distorcidas e atmosfera sombria, passando pelo hard rock melódico e o metal progressivo e chegando ao metal extremo, cada disco representa uma faceta da carreira do músico.
Epicloud funciona como o resumo destes quatro trabalhos, misturando novamente todas as influências. Com o já costumeiro excelente trabalho de produção e mixagem, e o bônus dos vocais de Anneke van Giersbergen (The Gathering), o disco é um agrado para os que já conhecem o trabalho do artista, passeando por todas as influências diversas com leveza e sutileza, e também uma boa porta de entrada para quem quiser conhecer o trabalho deste por ora genial, por ora simplesmente maluco, Devin Townsend.

Lucas Peixoto.

19 de setembro de 2012

Storm Corrosion - Storm Corrosion (2012)



Mikael Åkerfeldt (Opeth) e Steven Wilson (Porcupine Tree), dois dos mais conceituados músicos do rock contemporâneo, mostraram em Storm Corrosion o que se espera quando grandes nomes se juntam para um “projeto paralelo”. Após Steven ter colaborado com o Opeth, produzindo 3 álbuns e mixando um outro, a grande amizade e afinidade musical surgida entre os dois fez nascer a ideia de um projeto entre eles. A expectativa entre os fãs era grande, já que todos os trabalhos em que um dos dois tiveram envolvidos sempre foram marcados pela heterogeneidade de estilos e grande liberdade criativa.
E o resultado que se ouve em Storm Corrosion é realmente impressionante. Passando longe do metal com rock progressivo do Opeth e do experimentalismo do Porcupine Tree, a dupla aproveitou este projeto para colocar em prática um lado mais introspectivo. Com canções longas, ambiente denso e arrastado, melodias melancólicas e calmas, e tudo embalado com a grande sensibilidade esperada da dupla. É o tipo do som que deve ser ouvido passivamente, deixando-se envolver pela atmosfera e o ambiente de cada detalhe de cada faixa.
Desde a inquietante faixa de abertura “Drag Hopes”, que ganhou um vídeo clipe nada menos do que genial, até a tranquilizadora “Ljudet Innan” que fecha o disco, Storm Corrosion é uma viagem por ambientes e sensações obscuras, ora sufocantes, ora tranquilizadoras, um prato cheio para quem quer ir além de uma simples percepção sonora.


15 de setembro de 2012

Testament - Dark Roots of Earth (2012)



Testament é mais uma das bandas que surgiram no começo dos anos 80 na Bay Area de San Francisco que alcançaram um grande sucesso comercial, deixando o heavy metal em evidência durante o fim dos anos 80 até o começo dos anos 90. Desde então, mesmo com muitas mudanças na formação e tendo que enfrentar problemas de saúde de alguns integrantes, a banda se mantém até os dias de hoje como uma das maiores e mais respeitadas dentro do heavy metal.
E o motivo disso fica bem evidente durante toda a audição de Dark Roots of Earth: vocais agressivos, bateria precisa, riffs, solos e duetos de guitarra permeiam o disco do início ao fim. Mantendo o tom do thrash metal tradicional que os consagraram e flertando vez ou outra com melodias “Maidenianas”, o resultado final de Dark Roots of Earth é um disco com todos os elementos clássicos de um bom disco de heavy metal, sem ficar preso ao passado com “mais do mesmo”, e sem “invencionices” para tentar soar moderno.
Os destaques do disco ficam com “Native Blood”, que inclusive é a primeira faixa do disco a ganhar um vídeo oficial; à semi-balada “Cold Embrac”, que dá uma leve pausa na pancadaria toda, e ao cover de “Powerslave” do Iron Maiden, incluído na versão especial do disco.

Lucas Peixoto.

12 de setembro de 2012

Troféu

É claro que se a mídia local não ajuda a difundir as conquistas dos filhos do teu chão vermelho, nós fazemos o possível.
Parabéns ao coletivo, ao Anônimos Aduzidos, pelo prêmio.

Aqui um stopmotion dos AA:

Esta história toda me lembrou de um jornal que só publica eventos para a "nata" da sociedade local.

Leonardo Milan.

9 de setembro de 2012

Zoombie Ritual - Dez/2012

Não demora muito e chegaremos em mais um mês de dezembro. Mês de festa familiar, férias para a maioria, descanso merecido e ZOOMBIE RITUAL! Festival de Metal já tradicional que acontece todo ano em Rio Negrinho - SC, na fazenda Evaristo.
 O local conta com infra estrutura para camping, banheiros, restaurante, área para stands de vendas, tirolesa e um bar que nunca fecha (item importante). Também deve-se ressaltar que o valor das bebidas nunca foi algo astronômico, sempre praticado um preço justo. Para quem gosta de natureza, também tem bastante área verde no entorno.
Apesar de eu nunca ter pisado no palco do Zoombie, parece ter um tamanho suficientemente bom para a apresentação das bandas, o espaço para a plateia é amplo e pode-se ver os shows sem maiores problemas. A qualidade do som nunca deixou a desejar, pelo menos não que eu me lembre.
O Fest se inicia sempre no final de uma sexta feira e se encerra na noite de domingo. Ano passado rolou até um campeonato de futebol na tarde de sábado.
Tantas foram as bandas que já se apresentaram no Zoombie, só para sentir: Vader, Krisiun, Ratos de Porão, Dark Funeral, Korzus, Vulcano, Gama Bomb, Claustrofobia, Headhunter DC, Imperious Malevolence, Torture Squad, Funeratus, Nervo Chaos, In Torment... Todos eles já pisaram ali.
A edição de 2012 contará com Malevolent Creation, Vital Remains, Ratos de Porão, Hirax e muito mais. São dias realmente incríveis, eu recomendo, vá! O valor do ingresso também nunca foi algo fora da realidade.
Para não perder nada disto, acesse a página oficial do Zoombie Ritual no facebook, que este ano acontece entre 14 e 16/dez.
Leonardo Milan.

4 de setembro de 2012

Trivium - Crusade (2006)

"Parece Metallica". Sim, parece mesmo, pelo menos o vocal gravado neste álbum lembra bastante o de Hetfield nos áureos tempos. Mas o que o Trivium mostra aqui é muito melhor do que as últimas produções da referida lenda do Thrash Metal.
Comparações à parte, The Crusade é um verdadeiro show de empolgação. Riffs poderosos, bateria precisa, solos de guitarra muito bonitos, produção impecável e até uma baladinha. Tudo isto se resume em uma única palavra: Metal!
Está certo que os dois primeiros álbuns da banda são totalmente metalcore, dispensáveis. Mas Matt Heafy parou de berrar como um louco e o instrumental deixou o "pula-pula" um pouco de lado. Shogun, lançando posteriormente, em 2008, mostra um Trivium mais elaborado, mais técnico. Pára por aí, os demais são inaudíveis.
Quem gostou ainda há tempo, os norte americanos se apresentarão no Brasil esta semana.
Se liga.
07/09 - Brasília/DF
08/09 - São Paulo/SP
09/09 - Curitiba/PR


2 de setembro de 2012

Old Man's Child - Ill-natured Spiritual Invasion (1998)

Ah o Black Metal... hordas amadas e odiadas, aqui o subgênero do Metal apresenta-se em sua forma melódica. Como quase todo grupo de sua época, nasceu tocando covers de Slayer e Metallica, pilares do Thrash Metal.
Após idas e vindas de integrantes, o norueguês Galder decidiu gravar todos os instrumentos do terceiro álbum do Old Man's Child, exceto a bateria, que ficou por conta de Gene Hoglan. Para este full length Galder alterou até o posicionamento dos amplificadores do estúdio, para soarem mais Black Metal.
O resultado é um Black Metal bem melódico e sinfônico, mas não são músicas cansativas e a audição não fica enfadonha, pelo contrário, é algo contagiante, sincero. As letras tem suas passagens clichês, como "I belive the devil and I will burn in hell" em Demoniacal Possession. Mas é um clichê quase que necessário, não consigo imaginar outras palavras a não ser estas. O início de God of Impiety tem uma microfonia irritante, mas logo a música se mostra cheia de ódio e fúria.
Uma pena que Galder (que também tem função de guitarrista do Dimmu Borgir desde 2000) não conseguiu o mesmo desempenho com sua one-man-band nos álbuns seguintes, Ill-natured Spiritual Invasion é uma obra que precisa ser ouvida até por quem não gosta tanto do estilo.
Em tempo: não podemos deixar de citar que o álbum encaixa-se perfeitamente na regra de como ser um true black metal: O título de seu álbum deve ser composto de três palavras de difícil relação uma com a outra. Dimmu Borgir são os mestres nisso. Por exemplo: "Enthrone Darkness Triumphant", "Spiritual Black Dimensions", "Puritanical Euphoric Misanthropia", "Godless Savage Garden".


Leonardo Milan.